Agricultores de Juruena iniciam novo ciclo de plantio de Sistemas Agroflorestais

Projeto Poço de Carbono Juruena

Agricultores de Juruena iniciam novo ciclo de plantio de Sistemas Agroflorestais

Viveiro de mudas

Cento e sessenta mil mudas de espécies nativas estão sendo plantadas em cinquenta e quatro propriedades de Juruena, no Noroeste de Mato Grosso. As mudas foram produzidas pelo projeto Poço de Carbono Juruena, desenvolvido pela Aderjur e patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Para a realização do plantio, iniciado esta semana, a equipe do projeto realizou diversas visitas técnicas ao longo do ano para orientação aos agricultores sobre o planejamento de recuperação de áreas degradadas a partir das espécies de interesse deles. Os técnicos do projeto também orientaram sobre a escolha da área adequada para plantio, amostragem e análise dos solos, correção da acidez com calcário, adubação e preparo dos berços para o plantio das mudas produzidas pelo projeto no viveiro municipal.

Ao todo, são mudas de 25 espécies florestais nativas que estão sendo consorciadas com mudas de castanheira, café, cacau, banana, cupuaçu, açaí, pupunha, urucum e diversas outras que possibilitam a geração de renda em curto e médio prazos.

Os sistemas agroflorestais estimulam o agricultor ao diversificar a sua produção e garantir melhor renda anual. Isso acontece porque, com várias produções, ele tem várias safras ao longo do ano.

Alternativa de renda e conservação ambiental

Além disso, a diversidade de espécies nativas cultivadas promove a conservação do solo, mantém a qualidade da água e protege a biodiversidade. Este equilíbrio também ajuda a evitar incêndios na floresta e contribui para a captação de gás carbônico, ajudando no equilíbrio do clima.

O viveiro do projeto também é utilizado para aulas de Educação Ambiental no município. Professores realizam aulas de campo com alunos do ensino fundamental e médio que participam do Programa de Educação Ambiental do Projeto Poço de Carbono Juruena. Pelo programa, são desenvolvidas atividades de formação dos professores e jovens sobre temas relacionados à reprodução de espécies nativas, recuperação de áreas no entorno de reserva legal, extrativismo de frutos e sementes florestais e importância destes plantios agroflorestais para reduzir os impactos das mudanças climáticas e para a conservação da biodiversidade.

Simultaneamente, a equipe técnica do projeto retomou o trabalho de monitoramento de carbono nos plantios agroflorestais realizados em anos anteriores. A proposta é atualizar e ampliar o banco de informações sobre a capacidade de absorção de carbono das espécies nativas que estão sendo consorciadas nesta região, ao longo dos últimos 20 anos. Diversos arranjos de espécies estão sendo monitorados em parcelas amostrais de 700 metros quadrados, com idades diferentes e em condições diferenciadas de solo, o que permite comparar o desenvolvimento das espécies.

Poço de Carbono Juruena

O projeto Poço de Carbono Juruena oferece alternativas sustentáveis de renda aos agricultores familiares e povos indígenas. Em 2013, foi certificado pela Fundação Banco do Brasil como Tecnologia Social.
Ele incentiva a diversificação de cultivos na recuperação de áreas por meio de sistemas agroflorestais em pequenas propriedades de Juruena. Dessa forma, agricultores têm diversas opções de cultivos e uma renda garantida e melhor distribuída ao longo do ano. Além do benefício econômico, os sistemas agroflorestais “imitam” o comportamento da floresta, armazenando carbono e ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Ao mesmo tempo o projeto apoia o extrativismo da castanha-do-Brasil, incluindo a participação de mulheres e povos indígenas de vários municípios do Noroeste de Mato Grosso.

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