DFDA-MT faz vistoria em projetos do PAA Formação de Estoques em Juruena (MT)

Projeto Poço de Carbono Juruena

DFDA-MT faz vistoria em projetos do PAA Formação de Estoques em Juruena (MT)

Assessoria MDA – A Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário do Mato Grosso realizou nos dias 7 e 8 de junho a vistoria na Associação Marias da Terra (Amater), na Comunidade 13 de Maio, com 16 sócias, e na Associação de Mulheres Andorinhas do Canamã (Amac), na Comunidade Somapar, com 30 sócias, no município de Juruena/MT, região Noroeste de Mato Grosso, a 887 km de Cuiabá. 

As associações nasceram do interesse em melhorar as condições de vida no campo por meio da geração de trabalho e renda e garantir autonomia e dignidade sem divisão do trabalho por gênero. As associações recebem o apoio técnico da equipe da Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena (Adejur) no âmbito do Projeto Poço de Carbono Juruena, patrocinado pela Petrobras.  

Além de promover a inclusão econômica e social com fomento à produção, com sustentabilidade e a geração de renda, segundo a técnica da Adejur, Lucineia Machado da Silva, “por ser a primeira vez das associações no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) Formação de Estoque, será uma excelente oportunidade para trabalharem a gestão do recurso e comercialização dos produtos a fim de recuperarem o investimento para quitação da CPR-Estoque com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)”.

Recentemente, as associações apresentaram proposta para formação de estoque de farinha de mesocarpo de babaçu. A agricultora Márcia Kraemer dos Santos Souza, tesoureira da Amac, informou que “a ideia de trabalhar com o babaçu, presente em todos os sítios da região, foi o de trazer uma renda a mais para as mulheres que não tinham muita ocupação, já que a bacia leiteira é muito forte na região. Conhecendo a experiência de outras pessoas que já trabalharavam com o babaçu, começaram o processamento, que é feito na casa de cada associada, de forma manual. “

Segundo ela, o recurso do PAA Estoque possibilitará o aumento de renda das associadas e também a estruturação da associação como local adequado para o armazenamento do babaçu, que poderá ser processado ao longo do ano, visto que hoje as associadas só coletam o que conseguem armazenar em suas casas; transporte do babaçu dos sítios para a sede da AMAC; compra de equipamentos para o processamento do babaçu, como trituradores e utensílios para produção de bolos, biscoitos e pães, agregando valor à farinha de babaçu; e o pagamento das despesas com embalagens e rótulos. Dessa forma, fortalecerá a associação com o aumento da produção para atender um mercado em expansão. 

Hoje, a comercialização da farinha de babaçu e seus derivados (pães, bolos e biscoitos) é realizada pelas associações na feira local, no Centro de Comercialização da Agricultura Familiar e Extrativista com Base na Economia Solidária (Cecafs) e no mercado institucional por meio do PAA Doação Simultânea, onde os produtos são doados a populações indígenas da região em situação de insegurança alimentar e nutricional, das etnias Cinta Larga, Apiaka, Kaiaby, Munduruku e Erikbatsa, graças ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), destinado a merenda de escolas municipais e estaduais do município.

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