Poço de Carbono Juruena firma parcerias para desenvolvimento de ações sustentáveis

Projeto Poço de Carbono Juruena

Poço de Carbono Juruena firma parcerias para desenvolvimento de ações sustentáveis

manejo de castanha

Apoio na produção de mudas e assistência técnica rural aos agricultores com integração ao programa de municípios sustentáveis do governo estadual. Três parcerias selam o reinício do projeto Poço de Carbono Juruena, desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e do Governo Federal.

Com a prefeitura municipal de Juruena, foi firmado um acordo pelo qual serão cedidos ao projeto a estrutura física e equipamentos do viveiro municipal para a produção de mudas de espécies nativas que serão utilizadas na implantação de sistemas agroflorestais, incluindo a pupunha, café, cupuaçu, cacau e a castanha-do-Brasil com outras espécies florestais.

Pelo acordo, a prefeitura também se compromete a inserir na merenda escolar do município, produtos derivados da castanha-do-Brasil em amêndoa e de banana, produzidos nas fábricas de beneficiamento do Assentamento Vale do Amanhecer e da Comunidade 13 de Maio;
Já o projeto Poço de Carbono ficará responsável por produzir as mudas, fomentar a capacitação e intercâmbios de experiências sobre a produção e plantio de mudas, bem como desenvolver ações de Educação ambiental nas escolas municipais rurais e indígenas sobre a gestão e conservação de recursos naturais, coordenadas pela Universidade estadual, Unemat de Juara.

Da Funai regional está recebendo suporte para manter a articulação da comercialização da castanha do Brasil produzida por quatro organizações indígenas em parceria com beneficiadoras comunitárias de Juruena. Para sustentabilidade destas ações em longo prazo estas parcerias estão integradas ao Programa Municípios Sustentáveis, do governo do MT e garantem o desenvolvimento sustentável da região.

Outras parcerias

Também foi assinada, no âmbito do projeto, uma carta de entendimento entre a Aderjur e a Iniciativa de Comércio Sustentável – IDH, que busca unir empresas, sociedade civil e governos em parcerias público-privadas para realizar um crescimento verde e inclusivo em escala nos setores de commodities e nas áreas de abastecimento.
Pela carta, as partes reconhecem o interesse em avançar na discussão de objetivos, metas e ações do Pacto Estadual PCI (Produzir, Conservar e Incluir) e implementando as metas do Código Florestal no município de Juruena.
Entre as ações que poderão ser estimuladas estão o extrativismo de produtos florestais não-madeireiros, em especial as cadeias de valor da castanha-do-Brasil e do babaçu, e a ampliação da produção de café e de cacau, duas commodities já apoiadas pelo IDH em vários países.
Também estão previstos a criação de incentivos para manter a floresta em pé e apoiar a abertura de mercado para produtos orgânicos e sustentáveis, de uma matriz de baixas emissões de carbono e com selo de origem socioambiental.
E por fim, a Aderjur, por meio do projeto Poço de Carbono Juruena apoia a Prefeitura Municipal em atendimento aos objetivos do Programa Mato-grossense de Municípios Sustentáveis – PMS, que tem como meta promover o desenvolvimento sustentável dos municípios mato-grossenses. Para chegar nisso, são estimulados o fortalecimento da economia e a governança pública local visando a redução das desigualdades sociais e também com a conservação dos recursos naturais.

Sobre o projeto

Desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena – Aderjur, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o projeto apoia o extrativismo de castanha-do-Brasil em vários municípios do Noroeste de Mato Grosso. Também incentiva a diversificação de cultivos na recuperação de áreas por meio de sistemas agroflorestais em pequenas propriedades de Juruena. Dessa forma, os agricultores têm diversas opções de cultivos e uma renda garantida e melhor distribuída ao longo do ano. Além do benefício econômico, os sistemas agroflorestais “imitam” o comportamento da floresta, armazenando carbono e ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

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